Ajudai-vos uns aos outros

Esse mês de Agosto eu e meu marido comemoramos 3 anos de casados. Quando a gente olha para trás parece mais tempo. Pois esses 3 anos foram bem intensos e de muito aprendizado, com mudanças de status de solteiros para casados e também mudança de país, do Brasil para o Canadá.

Com toda essa intensidade de mudanças, nós percebemos que nos tornar parceiros um do outro era primordial para o nosso relacionamento dar certo. Vieram muitos desafios com toda essa readaptação. E se já não bastassem os desafios, cada um de nós trouxe em sua bagagem virtudes e também características a serem aperfeiçoadas, porque ninguém é perfeito. Além de nossas próprias características, ainda lidamos com o fato de um cônjuge ser mulher e o outro ser homem. Homens e mulheres têm características bastante distintas e ao mesmo tempo complementares, quase misteriosas, por assim dizer.

Quando começamos a lidar com as fraquezas um do outro, sempre tínhamos diante de nós dois caminhos, o da acusação ou o do suporte e ajuda. E com o tempo fomos desenvolvendo essa capacidade de ajudar o outro a melhorar naquela qualidade ou na função que não éramos bons. E estamos aprendendo também que o ato de ajudar o outro trás união e alegria, enquanto o de acusar trás separação e dor.

Ajudar e ser ajudado no casamento é uma benção para o relacionamento e para cada um, individualmente. Ambas as partes ganham. Você se torna uma pessoa melhor por aprender a ajudar o cônjuge e também por ser ajudado pelo cônjuge.

Particularmente descobrimos, sem muito planejar e pensar inicialmente sobre isso, que ajudamos um ao outro quando acolhemos um ao outro em nossas fraquezas. O acolhimento é uma coisa fantástica no casamento. O acolhimento é uma forma de compreensão que diz “eu te amo assim mesmo”, “eu te perdôo”, “vamos melhorar juntos”. E essa atitude é libertadora.

No meu casamento, eu sou livre para ser quem sou. Ainda às vezes paro para refletir e agradecer a Deus por não precisar fingir e se esforçar em ser uma outra pessoa no meu casamento. Posso ser eu, Andresa, com minhas qualidades e defeitos. E sendo quem sou, sou amada e acolhida pelo meu marido. Isso é maravilhoso. E também muitas vezes sacrificial.

E quando essa ajuda se torna sacrificial, lembramos do maior sacrifício já feito por nós no mundo, a entrega de Jesus na cruz, a sua morte para que tivéssemos vida. A atitude de Jesus na cruz nos ajuda a manter o foco no amor sacrificial, no perdão, e na alegria que é ajudar e ser ajudado.

Dizem que amar tem muitas virtudes, e ajudar uns aos outros é certamente uma delas.

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Andresa Marinho Buzelli
Andresa casou-se com Carlos em Agosto de 2012. Logo após o casamento, eles foram viver os desafios e as alegrias da vida a dois lá em Toronto no Canadá, onde Andresa faz seu doutorado. Andresa e Carlos estão engatinhando na vida a dois e decidiram compartilhar seus primeiros passos aqui com a gente.
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