Namorar pra quê?

Vez ou outra me pego escutando um funk que toca por aí: “Namorar pra quê? Se amarrar pra quê?...”. Sem dúvidas, não dá pra esperar muito de um ritmo que vem perdendo toda a sua credibilidade devido às várias composições que ferem os grandes princípios da ética, da moral e das relações humanas consideradas saudáveis – sem preconceito, é apenas uma constatação. Mas a reflexão vai além da letra da música.

Os motivos que nos levam a namorar são diversos. Tem gente que namora porque tem medo da solidão. Tem gente que namora pra estar acompanhada em festas familiares ou eventos diversos. Tem até gente que namora por status. Tem gente que namora pra corresponder às expectativas dos amigos e da família. Tem gente que namora porque é oprimida pelo sistema do exibicionismo online. Tem gente que namora pra ganhar likes e por aí vai... Resposta para a música é o que não falta, não é mesmo?

E, acredite, não para por aí. Graças a Deus, existe também quem namora pra se sentir completa. Há quem namora porque se apaixonou por um sorriso ou uma personalidade diferente da sua. Há quem namora porque se viu amando alguém que foi capaz de corresponder esse amor, o que é suficiente para unir dois caminhos em um só. Há quem namora porque sonha em constituir uma família. Há também quem namora mesmo sem condições de se casar. E, claro, há quem namora sem nenhum motivo, além do amor.

O fato é que cada um é movido por uma ou várias razões diferentes. Mas quem é movido pelo amor (ao outro, à vida, à família) pode e deve vestir a camisa, afinal o termo diz por si: nAMORar. É por isso que, quem escolhe amar e ser amado, namora pelo resto da vida. Cada um a sua maneira, com suas limitações, no entanto, com a certeza de ter feito a melhor escolha possível.

Namorar pra que? Pra ser feliz, amado e completo. Pra entender que a vida pode ser muito mais bonita e colorida do que a gente imagina. Pra descobrir que a gente pode ser sempre melhor. E, claro, pra perceber que a felicidade quando é compartilhada com quem se ama, se torna muito maior. E o amor, muito mais intenso. “Sempre e tanto”

Texto: Nataly Maier