O amor não precisa de audiência

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Vivemos numa era de posts e mensagens online. Era na qual a imagem vale muito mais do que a identidade e o parecer excede o ser. E talvez um dos pontos mais preocupantes seja o fato de que as pessoas se preocupam muito mais em mostrar que são amadas do que apenas sentir o amor de fato. Trocam o status de relacionamento, postam trinta fotos ao lado da pessoa amada, escrevem altas declarações e, no fim, acabam não percebendo que a vida real está sendo deixada de lado.

Pense comigo: de que adianta um texto de trinta linhas no Facebook, se não há sequer um “bom dia” ao acordar? Ou de que valem mil curtidas no status de relacionamento, se no fim de semana não há nenhum convite para curtir uma balada ou um bom jantar? Ou, ainda, pra que servem os snaps, se o beijo não dura cinco segundos? O nome disso é incoerência. Ou – por que não? – superficialidade.

Trocamos o toque na pele pelo touch screen. O elogio ao pé do ouvido pela opção “curti”. O diálogo pelo silencio adormecido diante da tela de cinco polegadas. E assim, fingimos muito bem estar amando alguém, quando, de fato, estamos amando o próprio ego alimentado pela platéia virtual. Lamentável é pouco! Arrisco-me a dizer que talvez essa seja uma forte razão pela qual o amor entre os casais tem se esfriado. E adivinhe: onde falta amor, sobra divórcio.

Não nego o meu entusiasmo com a interação por meio das redes sociais e confesso que desperdiço boa parte do meu dia com esse entretenimento vicioso. Mas sempre procuro me lembrar de que o amor pede companheirismo e não audiência. Porque quem gosta de platéia é sentimento fútil.

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Nataly Maier
Estudante de Jornalismo e apaixonada por palavras. Encontra na escrita sua melhor forma de comunicação e uma oportunidade para transformar o mundo em sua volta.