Os bons conselheiros

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Diz o ditado: “Se casar fosse bom, não precisava de testemunhas!”. Tudo bem que essa é uma frase divertida, mas, com certeza não é verdadeira. É claro que poderíamos escrever inúmeras palavras para contar diversas experiências que provam que casar é bom. Mais do que isso: é muito bom! Não é à toa que o sábio Salomão disse em seu livro, intitulado Eclesiastes, que “Melhor é serem dois do que um”. Fato incontestável! Mas, não é sobre isso que gostaria de escrever.

Quero destacar, na verdade, a outra parte do ditado. A que fala das testemunhas, muitas vezes conhecidas como padrinhos. Para que servem? Por que fazem parte desse momento tão especial? Obviamente, elas são necessárias para que fique oficialmente comprovada a união de um casal perante o Estado. Também podemos dizer que elas são necessárias porque são pessoas que amamos, que fazem parte de nossa vida e que, por isso, não poderiam deixar de presenciar esse momento tão sublime. Há ainda aqueles que, infelizmente, entendem que essas testemunhas são necessárias para que os noivos sejam presenteados de forma significativa.

Ignorando essa última e lamentável razão, todas as outras procedem. Mas, existe mais uma razão para escolhermos casais para testemunharem nosso casamento. Sabemos que as dificuldades fazem parte da vida conjugal. É provável que durante o nosso casamento enfrentaremos problemas de relacionamento, de saúde, financeiros, familiares, entre outros. E, sem dúvida alguma, é difícil passar por esses momentos, assim como é difícil superar todos esses momentos sem contar com a ajuda de outras pessoas. Essas outras pessoas podem e devem ser, entre outras, as que testemunharam nossa união.

Às vezes estamos tão imersos em nossos problemas conjugais que não conseguimos buscar a melhor solução para cada um deles. Casais que amamos e que nos amam podem nos ajudar nesses momentos. Salomão também disse em outro de seus livros, o chamado Provérbios, que “os planos fracassam por falta de conselho” e que “na multidão de conselhos há segurança”. Que verdade maravilhosa! Precisamos de conselheiros. Daí a importância de se escolher criteriosamente aqueles que farão parte não apenas de sua cerimônia de casamento, mas de toda sua vida conjugal.

Que os bons conselheiros façam parte de nossa preciosa lista de testemunhas. Que sejamos sábios para recorrermos a eles na hora da adversidade e humildes para considerarmos sua experiência de vida e suas sábias palavras.

Juliana Coelho dos Santos