Se identificar

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Algumas pessoas se identificam com certas coisas apenas com o primeiro contato. É como comer lasanha pela primeira vez e fazer do prato a sua comida predileta ou, até, se tornar um viciado em futebol porque assistiu a uma final de libertadores com o pai ou com a mãe quando ainda era criança. Basta apenas um contato e pronto, criamos um laço com determinada coisa para o resto da vida. E o mais interessante é que isso acontece com todos nós.

Só que se identificar, aqui, vai um pouco além de só gostar. Sabe quando você se identifica tanto que quer levar aquele hobby, aquele gosto ou aquela pessoa para sempre? É disso que estamos falando. Se identificar é sentir-se cativado. E ser cativado está longe de ser preso por obrigação. É gostar por prazer, porque aquilo te faz bem.

Olhando a vida pelo lado simples (que é o que eu mais gosto), dá para perceber que muitas pessoas costumam conhecer várias outras até se identificarem com uma especial e fazer daquela a sua pessoa preferida – tipo a lasanha ou o futebol. E quando isso acontece, meu amigo, a vida muda de ponta à cabeça. Ter uma pessoa favorita mexe tanto com a gente que, às vezes, faz esquecer de que somos a soma de todas as pessoas que passaram (e podem passar) por nós. Faz a gente se sentir Kid Abelha: “os outros são os outros e só…”.

E assim a vida segue. Que mal há? Nenhum, graças a Deus. Se lasanha sempre foi o seu prato preferido, dificilmente outros sabores tomarão o lugar da massa tão especial. Se futebol sempre foi o esporte que você mais ama, nem que a televisão não transmita mais jogos você deixará de amar. Da mesma forma, mesmo que você conheça todas as pessoas do mundo, se dentro do seu coração já houve uma identificação com alguém, não tem quem tire isso de você. Ou melhor, de vocês. Porque identificar, é unir dois em um só.

Nataly Maier
Estudante de Jornalismo e apaixonada por palavras. Encontra na escrita sua melhor forma de comunicação e uma oportunidade para transformar o mundo em sua volta.